s. m., a parte da cozinha onde se acende o fogo; lareira; face inferior do pão;
fig., casa de habitação; pátria; família.
O livro trata de diversos temas como a mudança de vida, a culinária italiana, uma reforma que parece não ter fim, receitas maravilhosas (sim, receitas de almoço e jantar para o verão e o inverno), e em um dado momento do livro a autora se refere à sua casa na Toscana como Lar, assim mesmo com L maiúsculo. E essa definição de lar, me remete a lembranças de infância, como o sofá da casa em que morávamos – minha família e eu – e que ficava encostado à janela. E nas tardes de sábado, após minha mãe lavar meu cabelo e pentear, me colocava lá para me aquecer com o sol que batia e assistir desenho animado. Me lembra também a sensação de conforto da casa da minha avó, quando eu me sentava na varanda e fazia crochê por horas a fio.
A palavra lar, como a própria definição, me sugere família, conforto, carinho e segurança. E você pode ter um lar mesmo morando sozinho com seus gatos, ou com seus quatro amigos da época da faculdade.
E, ao mesmo tempo é impressionante como mesmo quando morando com sua própria família, você pode se sentir “um estranho no ninho”, sem a menor familiaridade com as pessoas que tem o mesmo sangue que você.
E um dos meus passatempos favoritos desde que comecei a ler Sob o Sol da Toscana, é exatamente mentalizar e desenhar como eu gostaria que fosse meu Lar: com uma cozinha grande – eu também adoro cozinhar – um quintal espaçoso para criar cães e gatos, um jardim florido e uma horta de ervas aromáticas fresquinhas, uma varanda com cadeira de balanço, e a sensação de acolhida e carinho que apenas um lar pode te propiciar.



