Idéias em Fuga











Dizer que a morte de Michael Jackson foi um choque para o mundo inteiro é redundante não?

E ver que um monte de gente só lembrou agora que ele também era um serhumano atrás de todas as acusações de pedofilia, etc, etc, tambem.

Mas, acho que no fundo mesmo todo mundo gosta muito dele, afinal independente do estilo musical, ele é um ícone que sempre será lembrado em qualuqer lugar onde houver uma mídia musical disponível.

Agora, falando em homenagens póstumas (que eu acho um saco de uma forma geral), adorei essa aqui feita ela Guarda Real Britânica (dica do Petiscos da Julia Petit)

Adorei ver que até eles podem quebrar o protocolo para lembrar de coisas importantes.



{30/04/2009}   Sem Dúvida!

Trocadilho infâme para avisar que a querida Gwen Stephany caiu em sí, resolveu largar a carreira de cantora solo – que eu não curti, mesmo gostando muito dela – e que o No Doubt anunciou que está de volta!

Yeah!

Para quem não lembra da banda, eles fizeram bastante sucesso na década de 90 com a balada “Don´t Speack”, mas o que sempre me chamou atenção na banda foi a fase Ska deles.

Na Spin desse mês saiu com a matéria de capa anunciado a volta dos queridos e o ensaio fotográfico tem a ver com a capa do disco da banda que disse ter se baseado no filme Laranja Mecânica (nerdes!).

Eu não sei vocês, mas estou curiosa para saber se eles voltarão numa roupagem ska, ou mais hardcore com baladinha como estava no “fim” da banda.

Foto: Divulgação.



Ultimamente, a correria do dia a dia, as turbulências da vida, as aulas de Espanhol (vale!) e mais um número incontáveis de desculpas esfarrapadas, andam colaborando para meu afastamento aqui.

Mas, graças à Fabi e ao Kaiser Chiefs o Idéias volta a dar o ar da graça trazendo o clipe novo deles: Never Miss a Beat, com o melhor que o Kaiser Chiefs tem para nos dar: um batida deliciosa que fica na sua cabeça, guitarras e reefs geniais e um clipe bem produzido sem ser um festim de glitter, luz e purpurina.


 

E para a alegria das 598 pessoas que como eu são integrantes da Comunidade do Orkut “Os Gritos do Kaiser Cheifs” (quem empresta o nome à essa postagem) a partir do dia 12 de Setembro começarão a ser vendidos os ingressos para o Festival Planeta Terra, por R$ 60. É a chance de ver esses ingleses talentosos de perto tocando essa Never Miss a Beat, Ruby, I Predict a Riot e muitas outras músicas para gritar junto.

Maiores informações aqui.



E quem ganha o presentinho é você.

Ultimamente ando escutando muito Ritchie Valens (suspiro) e trouxe mais um videozinho para vocês.

É da música Donna e traz cenas do filme (tosco) La Bamba, mas vale a músiquinha.

Divirtam-se



{02/08/2007}   Sobre música

Dia desses estava no ônibus quando entraram dois moços que sentaram no banco atrás do que eu estava sentada e começaram a conversar sobre música.

- Cara! Nem da para acreditar que finalmente eu vi o Motörhead ao vivo! To meio surdo até agora.

- É, pois é! Os caras mandam muito bem. Nem dá para acreditar que eles estão há mais de trinta anos na ativa.

- O show foi tão bom quanto o do Evanescence.

-…

- Que foi cara?

- Pô, você quer comparar uma das melhores bandas de heavy metal do mundo com uma bandinha gótica que tem o que? Quatro, ou cinco anos de existência no máximo.

- Olha o preconceito! Isso dá cadeia. Só porque a banda é comandada por uma garota, alias, que gracinha de garota.

- Tá. Tenho que concordar que a Amy Lee é bonita, é gostosa, tem os olhos mais bonitos que eu já vi no mundo inteiro, tem um cabelo perfeito e a pele linda, mas musicalmente falando ela é fraca. Muito fraca!

- Você não manja nada de mulheres no mundo musical mesmo. Quando eu fui ver o show da Sandy & Júnior com minha namo…

- Você o que?!

- Acabei de falar! Fui ao show da Sandy & Júnior com minha namorada. E a mina manda muito bem.

- Cara to te estranhando! Nós fomos juntos ver Iron Maiden! Curtimos heavy metal juntos há mais de vinte anos! Que te ta rolando?

- Ah cara, você que é um bruto!

- Bruto?! Ta falando igual mulher agora também? “Qualé”?

- Assim você magoa meus sentimentos.

- Quer saber? Você não é digno dessa camiseta do Primal Scream. Tira ela e me dá aqui.

Eu sei que ouvir a conversa alheia é muito feio, e não foi a minha mãe que me ensinou isso, mas muitas vezes isso rende diálogos impagáveis, como esse.



Sabe aqueles dias em que você senta na sua escrivaninha para um longo e cansativo dia de estudo e resolve pegar seus cd´s antigos – cheios de poeira – e colocar de plano de fundo musical para sua árdua tarefa?
Então hoje foi um dia desses em que resolvi esquecer meus “modernos” arquivos de mp3 e dar ouvidos àquilo que me fazia feliz lá pelos idos do início da década de 1990.

Era um dia de domingo muito ensolarado, lá pelos idos de 1991, creio eu. Eu estava escutando a falecida rádio rock de São Paulo, no meu também falecido primeiro walkman amarelo, no auge dos meus onze anos de idade, quando pela primeira vez escutei algo que amaria pelo resto da minha vida – pelo menos creio que amarei já que se passaram quase dezessete anos desde então e o som dessa banda ainda me arrepia e emociona.

Era algo diferente de tudo o que eu conhecia. Com onze anos já eram fã ardorosa de Beatles, Rolling Stones Ramones e toda sorte de “velharias” do rock. Porém, aquilo era contrário a tudo o que eu considerava rock de qualidade. Era sujo. Era barulhento. Era gritado. E eu adorei. Foi amor à primeira ouvida. Era Smells Like Teen Spirit da não tão conhecida banda de Seatlle Nirvana. Poucos meses depois, juntando minha curta mesada comprei o cd Nevermind – lembrem-se que no começo da década de noventa ainda nem existia o real, logo a mesada também desvalorizava muito rápido. Daí para frente minha vida mudou. Encontrei o grunge. E foi uma paixão louca e desenfreada. Comecei a comprar e colecionar tudo o que se relacionava a banda: revistas, recortes de jornais, fitas de vídeo com shows, fora claro minhas próprias fitas com os clipes que começaram a passar na TV. E quanto mais eu ouvia mais gostava, e quanto mais gostava mais começava a procurar por outros sons barulhentos e alegres. Nessa época eu aprofundei paralelamente meu gosto pelo punk.

Foi então que em 1994, um ano depois da maior desilusão da minha pré – adolescência – não ter ido ao show deles no Brasil porque tinha 13 anos e não podia entrar no show – que veio o primeiro baque da minha vida de fã (o segundo viria menos de um mês depois): no dia 5 de Abril, Kurt Cobain, líder da banda, foi encontrado em sua casa morto por uma bala na cabeça saída de sua própria arma. Por suas próprias mãos.
Hoje consigo pensar de forma mais madura sobre o ocorrido. Kurt era um cara deveras talentoso e inteligente. Mas a fama, as drogas, o casamento fracassado e a grana foram demais para ele que, em minha opinião, era uma daquelas pessoas que talvez nunca devesse ter saído do fim de mundo em que ele morava na infância para os holofotes da fama. Mas o destino não quis assim, ainda bem, pois senão hoje em dia não poderia me arrepiar ao ouvir a versão do Nirvana para The Man Who Sold The World – do David Bowie. Essa música me fez chorar na adolescência pois o álbum ao qual pertence – Unplugged in New York – foi o primeiro álbum póstumo da banda, já que Kurt morreu poucos meses depois de tê-lo gravado. Mas, o sentimento que ele impôs nessa música mostra que além de ser um cara doido e drogado, ele possuía um talento e sensibilidades que dificilmente encontrei em outros vocalistas. Como diria um amigo da faculdade: “A música não é mais a mesma, e não nascerá outro Kurt para abalar isso”.

Depois dos vinte anos comecei a escutar cada vez menos, porque me irritava ver toda uma nova onda de fãs do Nirvana que mal sabiam escrever o próprio nome quando o Kurt morreu andando por aí, sentindo-se os detentores do direito de ser fãs da banda. Mas, a gente cresce e aprende fazer como o Kurt e mandar a pirralhada à merda – com o perdão da boca suja.

Hoje escutar todos os álbuns do Nirvana – sim, eu tenho todos originais, nada em mp3- me faz feliz e me faz pular e cantar junto igual quando eu não tinha mais do que um metro e meio e muitas espinhas no rosto.

“Oh no, not me. We never lost control. You’re face to face with The Man Who Sold The World”


{18/08/2006}   Momento Alta Fidelidade
(Álbuns)

Inspirada pelo João, nos tópicos que ele abriu no Fórum do site Garotas que Dizem Ni, e no filme Alta Fidelidade resolvi colocar na berlinda os álbuns que mais tocam na minha vida ultimamente, mas diferente do filme esse é um top 10. Gostem ou odeiem apertem o play.

10 –Nervemind – Nirvana
O grunge sujo, pesado e distorcido de Seatlle foi o primeiro a tocar no meu aparelho de CD lá pelos idos de 1992. Eu tinha apenas doze anos e já adorava guitarras distorcidas e vocais de serra elétrica. Foi amor ao primeiro reff.

9 – Punk rock Songs (The Epic Years) – Bad Religion
O Bad Religion está a 20 anos na estrada e é uma das poucas bandas que não perdeu a linha musical que mostrou desde o começo, e conseguiu melhorara sua sonoridade mesmo com a troca quase total de seus integrantes. Essa coletânea traz mais de 20 sucessos da carreira da banda além de alguns sons ao vivo, incluindo uma parceira com o Biohazard. Altamente recomendado

8 – Breach – The Wallflowers.
O filho do Sr. Bob Dylan, mostra a que veio ao mundo nesse álbum. Jacob Dylan, ao contrário do pai, tem uma voz melodiosa, profunda e serena que nos remete todo sentimentalismo que pode haver por trás de uma pessoa. E de quebra a banda ainda tem uma sonoridade que combina perfeitamente com a voz do Dylan filho.

7 – Ixnay On The Hombre – The Offspring
Sou suspeita para falar de punk rock pula – pula como o do Offspring, mas esse álbum é realmente excelente. Daqueles para se ouvir no ônibus ou no carro em meio ao trânsito no caminho da escola ou do trabalho. Faz o sangue pulsar mais rápido e favorece a oxigenação cerebral.

6 – Sublime – Sublime
Para quem só conhece Santeria eu recomendo profundamente ouvir esse álbum de ponta a ponta. Ainda na década de 90 o Sublime faz uma deliciosa mistura de ska, com batidas de hardcore, reggae, punk e rock. Deu para imaginar? Não? Então ouça

5 – Shaman – Santana
Carlos Santana é, na minha modesta opinião, um dos melhores guitarristas de hoje em dia, e porque Shaman, é muito melhor que o aclamado “Supernatural”, e a mistura de sons e influencias é cativante

4 – Unplugged in New York – Nirvana
Nirvana de novo? Sim, eles de novo porque esse álbum mostra que uma banda de som pesado é capaz de fazer um álbum melodioso, muito agradável aos ouvidos (e que me arranca lágrimas na ultima música).

3 – Songs for the Death – Queens os the Stone Age
É um álbum para se ouvir de ponta a ponta sem pular nenhuma faixa, mesmo porque não é possível fazer isso, pois as faixas foram colocadas como se fosse transmissão de rádio pirata. Entre duas faixas você ouve claramente eles dizendo: We spoil music for everyone (nós distribuímos música para todos). Um álbum para se ouvir todo dia.

2 – The Number of The Beast – Iron Maiden
Iron é a minha banda de metal do coração, e porque até hoje não consigo ficar impassivel aos Oh Oh Oh Oh´s do senhor Dickson. E porque com esse álbum eu descobri que não é preciso vestir calças de couro e pulseiras cheias de pino para gostar de metal.

1 – Locolive – The Ramones
Ramones é a minha banda favorita de todos os tempos, e Locolive é o melhor álbum gravado ao vivo em todos os tempos. E porque é preciso amor ao que se, como os Ramones tinham, para se fazer um álbum ao vivo perfeito, porque a grande maioria que existe por aí é uma lástima.

Não gostou da minha lista? Faça a sua também, pois é possível manter alta fidelidade com tudo na vida.



etc.