Crônicas pessoais (nº 1 Dez/2005)*

Hora de escrever de novo…. faz tempo que não faço isso….. acho que essa correria trampo – facu – família- desvirtuaram meus neurônios de uma vez só…. Então… para quem me conhece e sabe da minha tese de que ninguém nasceu para ficar sozinho……..pois é…estive repensando-a e buscando explicações plausíveis do porque dessa nossa busca incessante. Nós garotas procuramos sempre o dito cara certinho, para apresentar pro pai e para mãe, e normalmente esse relacionamento não dura muito pois falta nele justamente o que dá graça aos relacionamentos….falta vida, falta vontade. Ai vivemos nessa até conhecer aquele canalha que vem nos fazer sentir um arroubo de paixão, nos mostra o verdadeiro sentido da palavra ” cair de joelhos” por alguém até que um belo dia o sacana se enche de olhar para sua cara de boba apaixonada e “dá linha na pipa” com a primeira loira que aparece na frente (nada contra loirices, mas meus últimos dois namorados me trocaram por loiras, não que isso vá me fazer ter vontade de tingir minhas belas madeixas negras) e pumba! Lá está você de novo com cara de otária, coração partido chorando o amargor de mais um relacionamento findado. Alias puta que o pariu para que tem q doer tanto a ausência de um crápula, cretino traidor que só te fez enxergar o lado negro dos portadores de cromossomo Y que habitam nosso planeta? Passadas algumas (no meu caso muitas) semanas você conhece alguém legal de novo, alguém que parece ser diferente aí aquele maldito inconsciente vem a tona e diz: para que se envolver de novo sua trouxa?! Lembra do que aconteceu a ultima vez? Você gostou do cara e só se ferrou! Ai aquele anjinho imaginário que habita nosso ombro direito diz: dá uma chance para ele pow! Ninguém é igual a ninguém e além do mais nós somos responsáveis por nosso próprio sofrimento. Se você sofre por um relacionamento é porque está com a pessoa errada ou está amando mal (pausa para dizer que copiei descaradamente isso de alguém que li em algum lugar mas agora não me recordo direito). Ai você tem duas opções : tentar ir em frente com essa nova pessoa ou se fechar numa concha, porém eu sou daquele tipo de gentinha nojenta que se enterra de cabeça em tudo que faz na vida. Sei lá por que sou assim mas é fato: sou assim com meus sonhos, objetivos, amigos, desamores e por que não ser com meus amores também não é? E fico matutando noites a fio (algumas em claro de verdade) o porque de ser assim, tão passional com tudo. Mas o melhor agora é que posso dizer que com os anos de maturidade você entende coisas que você não entenderia aos 16, 17 anos quando você se acha velho demais para brincar e novo demais para assumir responsabilidades. Parafraseando meu amigo Willian (Shakeaspeare) um dia você aprende encontrar forças quando você não as julgava mais ter e aprende que só porque uma pessoa não te ama do jeito que você quer que ela te ame, isso não significa que ela não ame com tudo o que ela pode. E aprende que você não precisa mudar se compreende que as pessoas que você ama mudam (principalmente os amigos), e sobretudo …. aprende que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Disso tudo aprendi que vale mais a pena viver intensamente casa dia de uma vez, lucrando mais com as perdas do que com as vitorias, e que lutar de coração por tudo que você quer na vida vale a pena sim e que nenhum filha da puta tem o dom de te tirar as coisas que você conquistou de uma forma limpa se você enfrentá-las de frente sem medo e sem vergonha, e isso vale para tudo o que a gente faz na vida.
Voltando aos relacionamentos outro dia numa troca de e-mails uma amiga minha (Gi isso é para vc) disse que não concordava com as vantagens de ser solteira etc., etc., e como diria Jabor, eu acho que eu também cansei dessa geração Tribalista que só que beijar na boca e no dia seguinte chora no seu ombro e os consultórios psicológicos contando o quanto dói uma presença uma companhia. Eu também cansei…. já fiquei muito por ficar mas hoje não consigo mais. Não consigo nem beijar a boca de uma pessoa por quem eu não sinta um pingo de afeto (Gi, você tá mais que certa) e cá estou eu novamente na cruzada em busca de alguém, não para chamar de meu, pois acredito piamente que ninguém é de ninguém e que do mesmo modo que “hoje estamos juntos amanhã tudo muda de novo”, mas quero alguém para olhar nos olhos e sentir o brilho do afeto, do tesão, da vontade da pessoa ir ficando ali mais um pouquinho, antes que fique tarde para ir embora e a mãe fique muito preocupada. Quero alguém para compartilhar minhas idéias (e fica aqui registrado que não são poucas), que me critique pelas burradas que eu faça mas também me abrace feliz por minhas conquistas. Acho que quero uma amigo, que seja um pouco mais que um amigo .
Acho que é isso……..seja de lotar meu post por hoje.
Dedicado aos corações das minhas irmãs de alma Gi e Daisy! Amo vocês maninhas!
*Originalmente postado em 15 de Dezembro de 2005 às 16:31hs
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2 comentários sobre “Crônicas pessoais (nº 1 Dez/2005)*

  1. Naty disse:

    Reeee, adorei o blogzito novo!! Lindão! Atualizei omeu hj, isso é meio raro rs… Bjaum!!

  2. Marcia disse:

    Oi Re, Change Mermaid no comando. Adorei sua visitinha lá no blog e vim logo aqui ver seu cantinho novo. Amei, super clean!
    E que post mais cabeça hoje hein! Mas a vida eh isso: levantar, tirar a poeira e dar a volta por cima. Afinal, é tão bom estar apaixonada, né?
    Um beijo e sucesso no nosso endereço. Ah, vou te linkar lá no meu blog.

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