Um dia….*

… (acho eu, acontece com todo mundo) você acorda numa bela manhã, vê aquele sol lindo, as nuvens pairando no céu azul. Você se sente bem de fazer parte de um mundo cheio de beleza (apesar das diferenças, guerras, fome e pobreza), você se lembra que tem amigos (muitos ou poucos, mas você os tem dentro do coração). Você se lembra das coisas boas que já aconteceram na sua vida, e você vai lembrando… lembrando…e tudo começa a passar na sua cabeça como se fosse um filme… mas, claro, nossa vida não é feita apenas de coisas boas, e você começa a se lembrar das ruins. E de repente nem o sol brilhando, ou o céu azul conseguem amenizar a crescente agonia que está em seu peito. Você começa a lembrar das coisas que você perdeu, da chance de ter dito àquela pessoa o quanto você a amava, e ela se foi antes que você o fizesse, se lembra de suas desilusões, lembra daquelas pessoas que te deram carinho e sem mais, nem menos sumiram vida e você mais uma vez não teve a chance de dizer como essa pessoa foi importante na sua vida, e você pensa, pensa, e não consegue encontrar solução para essa agonia, que agora já começa a virar dor. E você sente as lágrimas em seus olhos, mas não são lágrimas de alívio. São lágrimas quentes e cheias de dor, que teimam em cair te fazendo sofrer. E você dentro do seu coração, e de sua alma grita em silêncio… Porque? Porque? Mas ninguém consegue te ouvir, ou te responder. Suas palavras ecoam dentro do vazio que subitamente surgiu dentro de você. Mas então, você acaba retomando as coisas que você tem para fazer, e seu dia começa a transcorrer normalmente, você vai encontrando as pessoas com quem você convive (família, colegas, amigos), e eles começam a falar das coisas do dia, você fica sabendo das novidades, que às vezes nem são tão novas assim! Mas não faz mal…e encontra pessoas que tem o dom de te fazer feliz por alguns momentos (afinal, não é isso que importa?!) e, no fim do dia você se da conta que não adianta indagar o porque das coisas, elas simplesmente são como são, e vão sempre ser assim. E que por mais que seu grito ecoe dentro de você, ele silencia diante do turbilhão de boas coisas que podem eventualmente acontecer, e você sabe que não está só no universo, porque as estrelas, pessoas e a felicidade que estão no universo, de certa forma, também estão dentro de você. Portanto, se algum dia você se sentir assim “meio para baixo”, lembre-se que se não fossem os maus momentos da vida, você não daria valor àquela pessoa palhaça que te perturba todos os dias com suas piadinhas, àquela criança que passa e te abre o maior sorriso (banguela!), do sol que nasce todas as manhãs te deseja bom dia (se bem que aqui em São Paulo, ele vive escondido preguiçosamente atrás da nuvens).
Então, tente encarar a vida com um pouco mais de bom humor, assim quando esse estado de baixo astral se apossar de você, de um tchau para ele e tente se lembrar das coisas boas ( e das boas pessoas ) que ainda estão na sua vida.
*Texto originalmente escrito em 22 de Outubro de 2002 e publicado em 04 de Janeiro de 2006 às 10:59hs
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