Verão*

É tempo de várias coisas principalmente de gente histérica querendo a qualquer custo perder os quilos a mais que ganhou durante as ultimas três estações e/ou nas festas de fim de ano. Nessa época do ano as academias, centros de estética e afins ficam lotados de pessoas em busca do “corpo perfeito”. Como eu sei? Veja bem: Eu pratico academia três vezes por semana, não por vaidade ou coisa que o valha mas porque no ano passado tive um problema no coração e o “doutor” recomendou atividade física três vezes na semana para o meu coração “largar a mão” de ser preguiçoso. Mas é fato essa história da histeria de verão. Nos meses mais frios do ano quando eu acordo 6 horas da manhã para ir para a academia, e chego lá ela está vazia, vazia. Ninguém que saber de deixar o corpo malhado. Depois, no verão, ficam horas a fio na esteira, comendo quilos e quilos de…. alface na hora do almoço. Sabem , meu corpo não é um modelo de perfeição. Tenho meus pneuzinhos (aliás já li em algum texto por ai que diz que isso é natural já que todo avião tem) mas estou satisfeita comigo mesma. Aliás é isso uma das coisas que vejo a maior parte das pessoas reclamando, elas se sentem deslocadas, não apreciam o próprio corpo, dádiva sagrada que Deus nos ofereceu, dizem que não estão combinado com as tendências da moda. Agora alguém me explica quem é que inventou esse negocio de moda? Se fosse uns dois séculos atrás eu ia ser top model na França, cobiçada pelos maiores pintores da época, loucos por retratar minhas curvinhas arredondadas. Já a linda Gisele Büchen passaria fome a pobre (e talvez ficaria mais magra do que já é). Não, não. Não pensem que estou desfazendo da beleza da moça ou coisa do gênero. Na verdade a acho belíssima assim como a senhorita Ana Hickman ( e os quase 1,50m de pernas dela). A verdade o que eu quero dizer é que muita gente por aí está esquecendo de coisas básicas, e deixando de aproveitar os bons e pequenos momentos da vida para se encaixar nos tais padrões de beleza. Já aconteceu comigo de chamar uma amiga para tomar uma cerveja na hora do almoço e ela responder: “Tá louca? Você viu o tamanho da minha barriga?” Poxa, será que vale a pena desprezar a companhia de uma amiga em um almoço para falar da vida, dar risada apenas por se preocupar com as calorias que serão adquiridas na hora do almoço? E por falar nelas eu acho irracional esse negócio de ficar contando calorias. Dia desses fui a um restaurante perto do meu trabalho almoçar com alguns colegas e na saída desse restaurante eles oferecem café e bolinhos de chuva que são menores que bolinhas de gude, e eu claro, fã incondicional desses deliciosos doces peguei dois. Um dos meus colegas me olhos profundamente nos olhos e soltou: Você sabe quantas calorias há nesse docinho? E eu polidamente, com um sorriso nos lábios, respondi: Suficientes para me manter viva até a hora do jantar, ou até a fome bater de novo, o que vier primeiro. Claro que ele ficou com cara de “tacho”, porque não está acostumado a mulheres que não contam calorias e não tem medo de comer bem sem sentir-se culpadas depois. Claro que eu não vou me entupir de comida e tudo quanto é porcaria engordativa de uma vez. Aliás tudo nessa vida em excesso faz mal. Não dá para comer por exemplo macarronada e feijoada no mesmo almoço. Mas você pode comer a primeira domingo na casa da sua mãe e a outra na quarta num restaurante, é só saber dosar as quantidades.
E definitivamente acho que esse padrão magricela de beleza está por fora. Como diria um amigo meu mulher bonita é mulher boazuda (sic) a mulher com peitos, bunda e quadril, não aquelas que só de respirar é possível ver a traquéia (ou a aorta pulsando). E mais do que isso, o importante é a pessoa sentir-se bem consigo mesma. Eu entendo que há pessoas que não sentem-se confortáveis gordinhas, e o mesmo acontecem com aquelas que são magrinhas. Tem um amigo meu que pode comer um elefante no almoço que não engorda um grama sequer. Para essas pessoas até vale a pena mudar o corpo, mas não para satisfazer a vontade dos outros mas para satisfazer à si mesmas. E acho que essa lição vale para tudo na vida. Temos que buscar objetivos que satisfaçam nosso desejos e não do seu pai, da sua esposa ou de seus filhos. Temos de buscar aquilo que nos fará felizes, pois senão no futuro seremos infelizes, entraremos em depressão e ainda há o risco de alguém engordar tudo aquilo que perdeu nos regimes quando era mais novo (além claro de ter perdido entre outras coisas o prazer de viver bem e compartilhar momentos com os amigos).
*Texto originalmente publicado em 13 de Janeiro de 2006 às 10:41. Os comentários originais dos amigos foram transcritos logo abaixo.
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6 comentários sobre “Verão*

  1. Rey disse:

    Rê!

    Quando tu lançares os teus, quero também uma cópia autografada.

    Coincidências existem muitas entre nós. Por exemplo: sabe como sou chamado aqui em Riachão, onde moro? Reizinho. Se você procurar por Reinaldo, quase ninguém saberá te dizer. Só os meus clientes da contabilidade.

    Outra coincidência, é o amor e o gosto por literatura…

    Queria muito ter um horário para bater um papo amigo contigo no msn.

    Estou viajando agora, em negócios… Pela tarde estarei aqui. Vou ler com calma e comentar o que tu escreveu.

    Beijão em tua alma luminosa.

    Reizinho ou Rey.

  2. Rey disse:

    Adorei!

    As pessoas fúteis, se preocupam com tais futilidades. Já pensou Neruda, preocupado com seus quilinhos a mais em sua barriga? E o Jô, então?

    Concordo contigo. Este padrão de beleza, de mulher, perna de louva-deus, é de dar arrepios. Não gosto. mas, como não sou ninguém, deixa estar…

    Você sabe o que diz , Rê… e como diz. Não sou só eu quem escreve bem. Tu também.

    Vou sim, com todo meu prazer te adicionar. Vamos trocar muitas idéias sobre o que escrevemos, e, o que escrevermos…

    Beijos! Mil beijos…

    Rey.

  3. Engenheiro disse:

    Oi linda!

    Vim te fazer uma visistinha.

    bjs

    Elizeu 16 de janeiro 13:59

    Publicado por: Engenheiro (

  4. Rey disse:

    Minha linda!

    Elizeu é mineiro, me segue, onde quer que eu vá… Assim, passa a ter a amizade de almas nobre e belas como a tua.

    Não posso deixar de vir todos os dias, desejar-te que sejas feliz. Mas, não é qualquer felicidade não. Tens que ser, muito, mas, muito feliz mesmo.

    Beijos! Mil calorosos beijos…

    Rey. 17 de janeiro 11:40

  5. Dark disse:

    Re, concordo com você, a pessoa tem que se sentir bem consigo mesma e só, imagina abrir mão de comer um doce porque tem x calorias, isso é besteira.

    Aliás, mulher boa é aquela que se tem onde pegar, quem gosta de osso é cachorro.

  6. Marcia disse:

    Oi Rê, adoro qdo vejo seu comentário no meu blog. Lá eu sempre recebo só as minhas amigas-mães, que quando vc vai lá, percebo que também posso ser interessante para outro público.. hehehe

    Olha só, acho que o seu texto foi feito pra mim hoje.. Estou super inconformada com meu corpo. Quando entro numa farmácia pra perguntar o preço do remédio pra emagrecer que meu endócrino passou, os atendentes me olham e perguntam se é pra mim. “Mas vc não precisa”, dizem. Confesso que adoro o elogio, mas preciso mesmo perder mais uns 4 quilos. Tenho hipotireoidismo e um metabolismo lento por conta disso.

    Tenho 1.65m e 59 kg, mas preciso chegar nos 55kg. Será que estou paranoica? rs
    Talvez eu não precise de remédios, mas apenas de uma pequena reeducação alimentar, né? rs

    Tenho me culpado horrores por conta de tanto chocolate que comi e continuo comendo, dessa Páscoa. Eu adoro, mas depois fico me odiando por não conseguir me controlar.

    Ai, me interna logo, vai!
    rs

    Um beijo!

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