Amor*

Bastaram-me apenas trinta minutos sentada em frente à TV ligada num canal de videoclipes para ver e ouvir nada menos que cinco músicas falando sobre amor.
Aliás, acho que desde tempos imemoráveis é apenas a isso que o homem sempre se dedicou: a busca do amor.
E nós não podemos nos julgar por esse instinto que está profundamente marcado em nossas almas, mesmo porque até Deus quer ser amado de forma plena e incondicional acima de tudo. E se você duvida é só lembrar do primeiro mandamento:
– Amarás a Deus acima de todas as coisas.
Ou mais fácil, aceitem a dica da Rê e vejam o filme “Orfeu Negro” com Tony Garrido no elenco. A temática do filme, claro, é do herói mitológico Orfeu, mas gira em torno do amor, e também, da morte do amor.
Eu mesma estou vivendo um momento excepcional na minha saga de amores e desamores (e eu tive vários, podem apostar). Estou vivendo um amor totalmente espiritual, sem implicações carnais. Eu, mesmo baseada em minhas convicções, achava que uma coisa assim seria impossível, mas já diz o ditado “se você sai na chuva, é para se molhar” ou “você não pode ter uma opinião formada sobre determinada situação até vivê-la”. Mas apesar de parecer uma coisa louca, eu estou muito feliz como há muito não me sentia.
Mas voltando às músicas de amor, vamos analisar juntinhos o que elas dizem:

1- Pride – In name of love – pelos Irlandeses do U2 (ou oração em nome do amor)
Nessa música eles falam de um homem que caminhou entre os homens em nome do amor, foi preso numa cerca de arame farpado e traído com um beijo. Semelhanças com a história do meu amigo Jesus não são mera coincidência. Sim, o filho do Homem é para mim a maior e mais viva prova de amor que pode existir.
2- Streets of Love (Rolling Stones) (ou Ruas do Amor)
Nessa música nosso amigo Jagger fala sobre uma pessoa que andou pelas ruas do amor e estas estavam encharcadas de lágrimas. É a vida é realmente assim. Muitos de nós amargamos por caminhos incertos até encontrar o Amor verdadeiro e alguns de nós nunca o encontraremos. Não da forma que gostaríamos que fosse.
3- Amor I Love You – Marisa Monte (dispensa traduções)
Ela canta em prosa e verso:
“Hoje contei pras paredes, coisas do meu coração, passei no tempo, caminhei nas horas.”
Conta a história de uma mulher idosa que se recorda de sua juventude e quando amara um outro homem, mas por fim se felicitara por ter se casado com seu atual companheiro. A gente se comporta assim. Às vezes no meio do caminho mudamos o rumo das coisas sem saber o que o futuro nos reserva, mas se não tentarmos como vamos saber (surrupiei essa frase de uma música do Coldplay. Fix you).
4- Uma musiquinha de balada. Não sei o nome nem o artista.
Er, bem. Nessa hora me distrai e fui tomar água e pimba! Perdi o nome da música e o intérprete. Mas o que vale mesmo é o que diz a música. No auge do puts, puts, puts, o vocalista diz: “If you love, if love me tonight, I´ll be your star” (Se você amar, se você me amar esta noite eu serei sua estrela).
Mais uma vez a vontade louca e incontrolável de ser amado, e de se propor a ser importante na vida do objeto de afeto.

E por fim o que dizer do amor depois dessas pequenas demonstrações?
Que amar vale a pena, vale muito a pena!!!
Ah, e para quem está se perguntando da quinta música eu respondo. Era do John Bon Jovi, e eu simplesmente não suporto nem sequer escutar a voz dele.

Ouvindo: You’re Beautiful- James Blunt (Música lindíssima)

* Texto originalmente publicado em 22 de Janeiro de 2006 às 22:09hs e comentários originais dos amigos re-publicados logo abaixo

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3 comentários sobre “Amor*

  1. Rey disse:

    Rê!

    Obrigado pelo teu amoroso coração; pelo teu dígno respeito; por teu imensurável amor por mim, e por todos os teus amigos…

    Minha admiração por você, a cada dia, mais se intensifica.

    Beijos! Descanse bem…

    Rey. 25 de fevereiro 10:05

  2. Rey disse:

    Rê!

    Fico imensamente feliz, quando vejo teu comentário ali. Comentário que me eleva, porque se origina desta tua alma maravilhosa.

    Temo muito pelo que tenho escrito, pois muitas pessoas, diferentemente de você, que sabe extrair do texto o propósito do meu pensamento, tendem a fazer confusão.

    Felizmente tua análise, sempre muito bem judiciosa, deixa-me em paz.

    Te adoro, anjinha dropp!

    Beijos! Mil beijos…

    Rey. 15 de fevereiro 14:35

  3. Lady Sith disse:

    Eu gosto de Pride porque ela fala de um amor diferente do da maioria das músicas. É o amor pelo próximo, pela humanidade. Ela cita diversas pessoas que morreram por uma causa, um sonho. Além de Jesus, há citações a Martin Luther King Jr. (Early morning/ april 4/ shots ran ou in the memphis sky/ Free at last/ They took your life) e a um herói da independência irlandesa (esqueci o nome dele agora, é o dos versos “one man washed up/ on an empty beach”). Sim, eu sou fã do U2. :D

    Ah, essa música de balada é aquela que a Sol dançava em cima do balcão do bar, em América. Um dos piores momentos da tv brasileira…

    Ótimo texto. :*

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