Platonicismo mode ON

E para não fugir do clima sentimental que envolveu esse blog durante essa semana, aproveitando o dia dos namorados que passou, e do dia de Santo Antônio (puxa, esqueci de fazer simpatia), resolvi puxar mais algumas lembranças cheirando à naftalina do baú da memória (não o da felicidade), aproveitando o momento platônico que estou vivendo para contar um pouco das minhas paixões platônicas ao longo da vida. Alguns nomes serão trocados apenas para manter a integridade dos moçoilos, pois com alguns deles ainda tenho contato.

Marco Antônio – Eu devia ter uns… três anos. Não lembro dele, mas minha mãe conta que fiquei perdidamente apaixonada, e falava do garoto dia e noite. Ah! Que precoce.

Severino – Ele era loirinho, tinha lindos olhos azuis, e estudava comigo no pré – dois. Mas eu era muito tímida (e não tinha idade, convenhamos) para me declarar. Ai acabou o pré e nunca mais o vi. (suspiros)

Daniel – Eu comecei a estudar com ele na 3ª série, ele tinha lindos olhos castanhos, cabelos pretos e morava na metade do caminho da minha casa até a escola. Em suma fui platonicamente apaixonada por ele até a 7ª série, e motivo de chacota pela classe toda durante os últimos anos. Mas foi bom gostar dele, e até hoje guardo com imenso carinho o rostinho dele, apesar de ele ter se tornado um homem bem diferente daquela carinha de anjo.

Pedro – Essa foi uma paixão platônica intermediária na história do Daniel, ele era lorinho de lindos olhos verdes (sempre tive uma queda por olhos claros), mas no dia que ele descobriu que eu gostava dele, me deu o fora. Ó céus, ó vida, ó azar.

Victor – Era amigo do Daniel, e foi uma paixão platônica relâmpago, no finzinho da 8ª série. Eu descobri que ele um dia tinha gostado de mim (segundo as palavras do próprio), mas eu nunca soube. Quando ele descobriu que eu gostava dele, ele já não gostava mais de mim.

Paulo – Já no colegial, vi aquele garoto moreno, dono de cabelos negros, lisos e compridos, de grandes olhos cor- de – mel e pinta de surfista. Ele era o supra – sumo do colégio, adorado por hordas de meninas. Ele era muito legal, simpático, atencioso aí já viu né? Me vi apaixonada por ele, mas nunca tive coragem de me declarar (ah, essa minha timidez), mas claro que minhas colegas de classe fizeram o favor de contar para ele, a questão é que eu não queria beijá-lo. Pasmem, eu curtia ficar pensando nele sem ter nenhum contato. Mas a paixão por ele não durou muito…

Wagner – Ele era alto, branquinho, olhos azuis (ai, ai), irmão mais velho de uma colega de classe e ia buscá-la todos os dias. Um dia quando ele chegou e ela ainda não tinha descido, ficamos conversando e descobri que tínhamos muitas coisas em comum inclusive a paixão pelo skate, pelo rock (naquela época ainda não era metaleira) e amava Cavaleiros do Zodíaco. Pra que né? Cai de amores por ele, mas não durou nada porque descobri logo depois que ele namorava, e apesar dos esforços da minha colega para que ele me namorasse, não deu certo, pois duas semanas depois conheci meu ex – noivo, o Jefferson.

Maurício – Eu o conheci quando tinha dezessete anos, trabalhava no laboratório, e ele era Office boy de uma empresa associada. Loirinho, surfista/ skatista, muito simpático, amante de reggae e rock. Viramos amigos do peito. Poucos meses depois terminei o noivado, e ele demonstrou tanto carinho e amizade que em pouco tempo a boba estava apaixonada. O que atrapalhava é que ele era noivo de uma linda loirinha. Minha amiga. Mas por sorte depois de pouco tempo conheci o Fabiano, meu grande amor com quem fiquei durante quatro maravilhosos anos.

O Mau foi minha última grande paixão platônica e hoje é um dos meus melhores amigos, quase um irmão, tamanha a afinidade que temos. E hoje vim aqui para dizer que depois de tantos anos, tentando me recuperar de um recente amor mal curado descobri que estou apaixonada platonicamente por um moço que eu admiro demais. Mas…. será que minha timidez vai deixar eu me declarar? Um dia quem sabe…


Como é bom sonhar com momentos assim……

*Dica da autora: texto para ser lido ao som de “Se Enamora” da Turma do Balão Mágico ;)

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11 comentários sobre “Platonicismo mode ON

  1. Ana Martins disse:

    Amores platônicos… sempre tive e sempre os terei também. Inclusive gostei de um menino na escola por muitos anos até virar motivo de chacota, também.

    Lindo texto, Rê! Tomara que você tenha coragem pra se declarar, sim!

  2. Diana disse:

    Eu tive várias paixões platônicas, vários namoricos sem futuro, já chorei muito pelo menino maravilhoso do colégio que não me dava bola, mas a gente sabe quando é de verdade, sabe qual o amor de nossas vidas!
    Estou ao lado do meu amor e nem consigo me imaginr longe dele, deve ser realmente muito difícil, mas claro que paixões surgem quando menos esperamos e o amor de nossas vidas pode nem ter chegado quando achamos que já o perdemos…

  3. Bárbara Amelize disse:

    Awnnnnnnnnnn ^^… lindo texto, hermana. Ai, ai… estes amores platônicos. Tive os meus. Mas, incrivelmente, acho que só um eu acabei não tendo um leve romance. rs Mas, o leve romance com praticamente todos os amores platonicos aconteceram anos depois da fase platonica. rs O legal é que depois não fazia muito sentido, entende?! rs Agora, quanto a este seu novo amor platônico.. hum… sabe minha opinião, né?! Eu dou a maior força e espero que dê certo. Vai ficar lindinho o casal… e eu vou ser madrinha de tudo… hahahahahahahaha

  4. Profe Clá disse:

    hey…eu tb quero…nós duas babi..a Re sabe que tu to super torcendo por ela hahahahah

  5. Carolzinha disse:

    Amores plâtonicos são tão bons… eles não machucam tanto qto os reais!!!
    Bjus

  6. Naty disse:

    Amore… tô na torcida!!
    O vestido já vai pra lavanderia e o arroz já foi separado!
    Adorei! Bjo!

  7. Lídia Chululú disse:

    Amor platônico já tive aos montes, hehe.
    É bom para ocupar nossa mente. Mas nunca tive nada com nenhum deles.
    Se vc admira muito um rapaz, vá em frente e com certeza ele terá muita sorte se ficar com vc.
    bjos da sua irmãzinha.

  8. Marcia e Bella disse:

    Ô mulher apaixonada!!!
    Isso é bom demais!!!
    Bom, o único amor platônico que tive por um colega de profissão e de igreja, foi bom até ser platônico. Quando eu me declarei, enviando um lindo buque de flores e uma carta, deixou de ser legal. Ele não correspondeu, mas continuamos amigos.
    Bons tempos!

    Amiga, das duas uma: o não você já tem, que tal arriscar pelo sim?
    Bacione!

  9. Lady Sith disse:

    Nossa, você era uma apaixonada platônica aos três anos? Precoce mesmo! :D

    Bom, eu tive algumas paixões platônicas quando era pequena, geralmente pelo meus melhores amigos, mas nunca fui zoada porque tinha vergonha de contar até para as minhas amigas. Foram coisas da época do ginásio. E, depois de tanto tempo, minha última paixão platônica foi o namorado (3 anos apiaxonada platonicamente). Eu também sou muito tímida e não teria coragem de me declarar. A coisa só andou porque eu deixei escapara para meus amigos, que resolveram agilizar as coisas. Você podia tentar fazer isso se achar que esse garoto realmente vale a pena. Boa sorte! Beijo.

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