Pequena história de dominação

Você se aproximou sem que eu pedisse. Já tinha percebido como entrara da mesma forma na vida de outras amigas, e mesmo tomando cuidado não pude deixar de ser envolvida por você. Quando finalmente me dei conta você já havia tomado conta do meu ser, e desde então minha vida mudou.

Durante as noites enquanto você me domina, sinto meu corpo banhado de suor e as forças se exaurem aos poucos, e durantes os raros momentos em que consigo dormir os sonhos são conturbados e confusos, sempre por influência sua.

Na alvorada de um novo dia, meu corpo parece ter sido massacrado por sua presença e a sensação febril que você me impõe mal possibilita que eu esboce alguma reação.

No decorrer do dia, mal consigo trabalhar, pois a sua ação sobre meu corpo é continua e prolongada, e mesmo me esforçando para prestar atenção ao meu trabalho, o sono, o cansaço, e a vertigem dominam minha mente.

Desde que você chegou tenho dispensado meus compromissos sociais, amigos, família e até pequenos prazeres como ouvir música, ou me entreter com leitura. Você conseguiu até mesmo me afastar da minha vida acadêmica, pois não há forças que me façam chegar até a faculdade, depois de um longo e exaustivo dia sob sua influência.

Mas, não pense que não vou reagir. Estou unindo todas as forças restantes desse corpo febril para te mandar embora da minha vida de forma definitiva, e estou recorrendo até mesmo a infusões quase mágicas utilizadas por minha família geração- pós – geração. Aguarde, pois nossa separação está muito próxima.

Saudações de uma pretensa escritora muito, muito gripada.

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8 comentários sobre “Pequena história de dominação

  1. Normal do Rócio disse:

    Manda esse canalha pra longe! Antes que ele durma com a dona Pneumonia e tenha mais filinhos pra você cuidar.

  2. *Renata Costa* disse:

    Epa ep epa. Calmalá……….. essa pessoa lindinhos da Rê é a gripe que me pegou de jeito…..rs…..ela que me faz sentir assim ;)

    Besos!

  3. Dener disse:

    Não vão pensar que fui eu que fiz isso tudo com ela.. Só um pouquinho… hehehhehe

  4. Bárbara Amelize disse:

    Se você tivesse feito, senhor Dener que ensina rituais perigosos sobre como se tomar uma tequila, teria problemas com uma irmã mineira… rsrs

    Hermana.. rsrs Este texto pode ser usado para diversos fins.. rsrs Eis que ao lê-lo, descobri até uma situação que se fosse há algum tempo, ele caberia de forma perfeita. Perfeita simetria.. rsrs Mas, ainda bem.. isto agora não faz mais sentido pra mim.. rsrsrsrs

    Pretensa escritora? Que humildade, hein?! Já disse que te amo hoje? Não? Te amo, amore! E meus dias na secretaria estão cada vez mais corridos.. :'( Sentindo sua falta.. aliás, tem sobrado falta!

    Comprei teclado novo! rsrs Beijo

  5. muta disse:

    Ahá, mas a senhoura não me enganou não! Logo saquei que se tratava de uma história sobre gripe, hahaha.

    E só para não perder o costume recém adiquirido: RENNERRRRRRRR! =P

    Bjo

  6. Mestre Campestre disse:

    Argh!
    Resfriados e gripes estragam dias, consomem nosso apetite (uia, que figura de linguagem bonita) e deixam como brinde insônia e desânimo.
    Ótimo texto Rê. Espero que a estaa hora nem resfriado nem lembraças deste estejam contigo.

    Baci

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