A Morte

Esse fim de semana, assistindo a um desenho ambientado no México, mais especificamente durante “La Fiesta de los Muertos”, acabei lembrando de como as pessoas, em sua grande maioria, tem dificuldades em encarar o assunto morte, e principalmente em aceitar a separação das pessoas queridas. Mas, isso não é um unanimidade no mundo, e certamente essa dor da perda é mais forte na cultura ocidental.

Os Gregos e Romanos da antigüidade tinham por costume queimar os corpos das pessoas que partiam, e colocavam em seus olhos duas moedas que, segundo sua crença, seriam pagas ao barqueiro que atravessa as almas através do rio da morte. Os “festejos” funerários, além das olimpíadas, eram os únicos eventos que interrompiam as constantes guerras. Na Odisséia (poema de Homero) há uma passagem que fala que a guerra de Tróia foi interrompida por alguns dias para que fosse “sepultado” o corpo do príncipe troiano Heitor, assassinado por Aquiles.

Recentemente também foi encontrado o “túmulo” mais antigo da Europa, com uma família inteira, datando de aproximadamente 10 mil anos. É interessante notar que nesse caso foi possível descobrir hábitos alimentares e de caça, e saber que muitíssimos antes de Cristo as pessoas se importam em cuidar dos corpos das pessoas queridas que partiam, já que o túmulo foi encontrado em perfeitas condições de conservação.

Mas, antes mesmo dos nossos amigos europeus os egípcios demonstravam certo fascínio pela morte. Como bem sabemos muitas pirâmides do Egito são grandes moradas definitivas dos Faraós e os seus tesouros. Os corpos eram embalsamados e mumificados, pois eles acreditavam que um dia as almas voltariam ao corpo e como todo bom rei que se preze seria bastante interessante retornar e encontrar tudo o que foi seu em vida ao seu dispor. Há descobertas que revelam que junto do corpo dos Faraós além dos habituais tesouros, havia também os corpos de seus escravos, esposas, filhos e até animais de estimação.

Andando um pouco no tempo e indo mais para o oriente encontramos os ritos funerários no Japão, que além de ascender incenso e entoar cânticos para os que se vão ainda costumam levar ao funeral os alimentos que a pessoa apreciava em vida, além de colocar nas mãos da pessoa uma nota de Yen, com o mesmo objetivo de pagar o barqueiro do rio da morte, além claro da técnica de maquiar os cadáveres.

Voltando ao começo do texto, e aos Mexicanos, no dia dos mortos não há motivo para tristeza. As crianças costumam brincar de esqueletos que aliás, é o tema de paradas. Os cemitérios são enfeitados, e as pessoas costumam preparar para os entes queridos que se foram tudo aquilo que gostavam em vida e isso inclui, além de comida, música, bebida, coisas como cigarro, roupas e afins. Tais oferendas são levadas até o túmulo e as pessoas dançam, cantam e se divertem no cemitério ou em suas residências. Tudo é motivo de alegria e “fiesta”. E certamente grande parte dessa crença vem dos costumes antepassados dos povos Maias e Astecas que habitavam essa região antes da chegada dos Espanhóis, cuja base religiosa é totalmente cristã.

Podemos ver que, um pouco diferente da nossa cultura – quase que totalmente amparada na crença católica de que existe céu e inferno e sofrimento para os pecados -, em outras culturas a morte é vista de modo diferente e até com certa alegria, pois nessas culturas há a certeza de que haverá um reencontro das pessoas queridas em algum lugar, algum dia.

Porém, essa não é uma visão unanime visto que nosso país e nossa cultura sofrem a influência de outras religiões e culturas. Algumas pessoas como o Dener preferem acreditar que a Morte é um cara bacana que usa moicano e escuta punk rock no seu MP3 como ele descreveu nesse texto aqui.

Eu já prefiro acreditar, assim como Neil Gaiman, que a Morte (ou Death como ele a chama) é uma garota muito simpática, bem humorada, inteligente, branquinha de cabelos negros que ama todas as pessoas e as entende, e sempre que lhe é permitido torna a passagem delas algo mais gentil, já que ela está lá desde tempos imemoráveis e nos conhecer melhor do que ninguém.

Eu acho que ela é assim, e um dia ainda sentarmos juntas para tomar café.

São Paulo, eu acho que gosto mesmo de você!*

25 de Janeiro de 2007. Aniversário de 453 anos dessa maravilhosa metrópole de arranha céus, poluição e gente histérica.Eu nasci aqui há quase 27 anos na extinta maternidade São Paulo, próxima à Avenida Paulista, coração financeiro da cidade, e como não podia ser menos paulistana, torço pelo Tricolor São Paulo Futebol Clube. É eu jamais poderia negar minhas origens principalmente quando eu solto um “orrra meu!”. Sim, o sotaque da minha gente tem uma forte influência dos meus parentes da Itália. Mas também de vez em quando solto um:- Olha me espera ali na porrrrta (o “r” puxadinho) que eu já vou. Que é herança dos primos do interior.Sou suspeita para falar, mas sou perdidamente e irremediavelmente apaixonada por essa cidade.Amo os prédios altos da Avenida Paulista contrastando deliciosamente com o vão livre do MASP.Amo olhar as árvores do parque do Ibirapuera, parecendo um pedacinho de floresta perdido em meio à cidade.Adoro o jeito que o paulistano sempre arruma para lidar com as adversidades. Quando descobre que em meio ao trânsito caótico, e totalmente parado a melhor coisa é se fazer outra coisa. Quantas vezes ao olhar para a janela do carro vizinho já vi mulheres lixando as unhas, homens lendo um jornal ou um livro, adiantando problemas via celular.Adoro andar pelo centro da cidade (apesar da poluição visual). Me encanta ver o vale do Anhangabaú, o teatro Municipal, o lindo Pátio do Colégio,a Praça da República. Aliás, eu passei muitos domingos da minha vida visitando a feira de artesanato que até hoje existe lá.Outro programa que sempre amei fazer é ir à Praça da Liberdade, nosso bairro japonês, para comer Yakissoba e ver as peças do outro lado do mundo.Apesar de viver xingando o arquiteto que projetou as avenidas da cidade, adoro andar de carro pela Avenida 23 de Maio, que liga o centro à Zona Sul, pela Radial Leste que cruza como o próprio nome diz boa parte da zona leste.E por falar em zona leste uma outra grande paixão é o bairro da Mooca onde morei durante quase 10 anos. Um pedacinho da Itália aqui na cidade. O cheiro de pizza pairando no ar nas noites de fim de semana, a camaradagem com as vizinhas, as Nonas Itallinas Bello!Outra coisa deliciosa e que as pessoas de outros lugares não entendem é que a cidade nunca dorme. E é verdade. Em qualquer dia da semana; seja a que horas do dia for há alguém se movendo para a cidade se manter viva. Durante o dia é o calor do mercado financeiro, da Bovespa, das empresas em geral. A noite há os bares, as “baladas” e as empresas que trabalham 24 horas. Uma das coisas que mais me orgulho é a capacidade que os paulistanos e paulistanas têm de “mover o mundo”. Aqui em Sampa, para quem tem força de vontade e talento não faltam oportunidades para trabalhar e viver.Claro que como toda grande metrópole há aspectos negativos que não podem fugir à nossa vista como a poluição gerada pelo excesso de veículos, a violência que hoje é parte do cenário das grandes cidades, o stress generalizado que contamina o sangue das pessoas daqui (o meu inclusive tenho que confessar).Mas a despeito de tudo isso, não posso deixar de dizer, usando um pedaço da música da baiana Pitty.“São Paulo, eu acho que gosto mesmo de você, bem do jeito que você é.”Sim, eu amo esse lugar.

*Texto originalmente publicado em 25/01/06, e atualizado para esse ano.

Love you Sampa!

E assim nasceu o sorvete

China, três mil anos atrás

– Meu filho, venha aqui.
– Sim papai.
– Vou lhe ensinar a milenar técnica do doce que nossa família oferece aos nossos Mandarins.
– Estou anotando.
– Pegue a neve mais pura da mais alta montanha e a misture com suco das frutas favoritas do nosso amado mandarim.
– Saquei, mas… é só isso?

Roma, ano 100d.C.
– Aquele Nero é um maldito mesmo! Só porque somo escravos nos faz ir até aquelas montanhas geladas pegar neve para ele.
– Sim, e tudo para fazer aquele maldito doce com mel, polpa ou suco de frutas.
– E além de tudo ainda nos fez cavar aqueles poços mais fundos que o Mediterâneo para armazenar aquela porcaria. Roma podia congelar de vez.
– Ou pegar fogo quem sabe.

China, cinco séculos atrás
Atracado em um cais na china medieval está um navio cheio de novidades a serem levadas em breve para a europa
-Mas que caspita! Onde foi que eu vim amarrar meu burrico! Prometi ao Rei que levaria todas as novidades que encontrasse, mas sinto que ainda falta algo! Talvez algo para acompanhar aquela receita de pasta que meus amigos chineses me deram. Aliás, acho que vou batizá-la de macarronni e…
– Capitão Marco Antonio, capitão Marco Antonio eu…
– É Marco Pólo caspita! Marco Pólo! Dio Santo!
– Ah é! Como sou burro. Desculpa chefe.
Tutti benne bambinni. Desembucha!
– Ah, então chefe. Chegou ai mais um pessoal de olho espichado querendo levar o senhor lá em cima das montanhas geladas para mostrar uma coisa,
– Ma, vão me tirar do meu sossego? Va benne, vamos lá ver o que eles querem.

***Alguns dias de viagem depois entre ida e volta***

Eureca! Mas, isso é a melhor coisa que esse tais de chineses poderiam ter me mostrado. Esse creme de leite de arroz, misturado com a neve é a coisa mais deliciosa que já provei. Será a sobremesa perfeita para o macarroni! Vamos voltar para a Sicília!

Hummm, valeu povo pela invenção da melhor sobremesa do mundo! Alguém quer um pouquinho?

Lições

Era uma vez um garoto. Ele nasceu num lar em que era a única criança e isso fez com que sua mãe, uma senhora adorável, colocasse sobre ele todo amor do mundo, mas nem por isso quando ele cresceu tornou-se mimado ou arrogante. Muito pelo contrário ele se tornou um homem com jeito de criança, e uma alma tão esplendida que faz com que todos ao seu redor o admirem demais, mas poucas pessoas sabem a fundo o quão doce é a alma desse menino.

Ainda muito novo apaixonou-se por um time da capital Paulista que atende pelo nome de Sport Club Corinthians Paulista, e antes mesmo de ter idade para fazer a barba já era fanático pela arte e história do clube, e era um amor tão puro e sincero que até hoje quando vê o time sendo campeão rola uma lagrima de alegria nos olhos, ou uma cara amarrada quando perde.

Outra paixão que surgiu na juventude foi a pela música, mais especificamente pelo punk rock simples e adorável feito pela banda The Ramones, que ele conheceu com um “punk velho” que morava na sua rua. E até hoje ele costuma dizer que alguns dos momentos mais emocionantes de sua vida foram durante os shows da extinta banda. E de certa forma, foi por causa do quarteto que eu conheci esse garoto.

Esse homem com olhar de menino costuma chamar a si mesmo e preguiçoso e desleixado, mas só quem o conhece a fundo sabe o quão dedicado ele é as coisas que ama, e quando decide dedicar-se é mais obstinado que muitas pessoas que conheço.

Quando o conheci, preciso confessar, que de certa forma tive medo, porque ele dizia coisas tão verdadeiras sobre mim, sem me conhecer que é como ele pudesse ver dentro da minha alma através dos meus olhos. Mas, depois de algum tempo descobri a grandeza da alma desse garoto educado, sincero e amoroso.

Com ele aprendi que nem sempre a primeira impressão é a que fica, e que às vezes nós devemos dar chance para as coisas que de tão bom grado nos são oferecidas, e quem às vezes nosso coração tem morada onde menos esperamos.

E mês fez acreditar em sentimentos que eu julgava que nunca mais eu voltaria a sentir depois de tanta dor e desilusão. E salvou um coração machucado em meio a um mar de sentimentos confusos.

Me fez aprender que as diferenças que existem entre nós, ao invés de nos afastar nos permitem crescer a cada dia, e compreender é que são elas que tornam nossa via cada vez mais completa.

Faz pouco menos que meio ano que nos conhecemos, mas quando eu te vejo ao meu lado, ou dormindo tranquilamente no meu colo numa tarde de domingo é como se tivesse sido assim desde sempre.

E hoje, no dia do seu aniversário, agradeço sua teimosia e determinação e por entrar na minha vida e, principalmente, por roubar meu coração.

Dener, que seu dia seja repleto de luz e boas vibrações, e obrigada por ser a parte que faltava na minha vida. Te amo demais, meu garoto.

Como não amar esse lindo sorriso hein?

E vos declaro …

Casamento é um assunto polêmico. Tem gente que afirma que é a melhor coisa da vida. Tem gente que fala que foi a pior besteira que já fez na vida. Outros casaram uma vez e separaram para nunca mais casar, outros como uma amiga da minha mãe já estão no quarto casamento.
Ele traz coisas ótimas como filhos, festas de aniversário em família, mega jantares de natal, e outras ruins como divórcios e brigas conjugais.
Mas, se existe uma coisa muito legal em se tratando do assunto, essa coisa é a cerimônia em si. É algo simplesmente mágico ver a noiva entrando na igreja seja ao som da Ave – Maria, ou qualquer outra música do gênero, ver a emoção dos convidados, mas principalmente o brilho nos olhos de um casal que se une por amor.
E claro que tem sempre aquelas amigas do noivo ou da noiva que choram na cerimônia (claro que sou uma delas), em cada um dos momentos.
E muito melhor que a cerimônia religiosa são todos os rituais clichês e necessários a um casamento:

Jogar arroz nos noivos:
Não sei de onde veio essa tradição, mas eu acho muito legal esse ritual que sempre deixa o casal de pombinhos cobertos de pontos brancos. Dizem que é para trazer fartura ao casamento. No meu vou querer pacotes de cinco quilos distribuídos aos convidados.

Valsa dos noivos:
Já no salão destinado a festa, os noivos começam a dançar pelo salão, e após a noiva dança com o pai, o sogro, os irmãos e cunhados. Obviamente, a ultima valsa que dançaram foi a de formatura ou a do próprio casamento e disso temos cenas hilárias.

Corte da gravata:
Todos nós sabemos que os noivos costumam gastar uma fábula com o casamento, a festa, os salgadinhos, então os amigos para dar uma força ao moço cortam a gravata que ele está usando e a cada pedaço colocam uma pequena contribuição em uma sacolinha. A conta bancária do casal agradece.

Embebedamento sumário dos convidados:
Depois de algumas horas de festa, do brinde dos convidados com champanha, e muito álcool liberado na festa, começamos com as melhores performances de padrinhos e convidados bêbados. Daí vem danças exóticas, declarações de “eu te amo muito, você é um irmão para mim”, paqueras que podem resultar em futuros namoros, e afins.

Pés descalços:

Como é comum à maioria dos casamentos, a maioria das convidadas vai em cima de um sapato de salto – alto. Depois de muita dança, e horas de pé, o que vemos são dezenas de pezinhos doloridos descalços (e sujos) esforçando-se para aproveitar até os últimos momentos da festa.

Buquê:
O momento mais esperado da noite certamente é o lançamento do buquê pela noiva. Madrinhas, primas, irmãs, amigas e convidadas enfileiram-se para pegar o arranjo de flores na esperança de serem as próximas a subirem ao altar. Normalmente o que se segue é uma seqüência de tapas, empurrões e gritos até a felizarda agarrar definitivamente o prêmio. Normalmente eu fico de canto só rindo, mas no próximo casório acho que estarei lá no meio delas, afinal eu quero casar também.

* Texto dedicado ao João e a Cris que casarão no próximo sábado. Que vocês sejam muito felizes pessoas queridas.

Convenção de Heróis

Estamos aqui ao vivo na Convenção Anual de Super Heróis para entrevistar pessoalmente os seus heróis favoritos, caro leitor! E veja só ali, quem está se aproximando.
– Ei Huck, pode dar uma palavrinha aqui? O que você achou da adaptação para o cinema do seu filme?
– Huck, mata!
– Bem, mas e da série de bonecos especialmente confeccionados para o lançamento do filme?
– Huck esmaga!
– E sobre o futuro, tem planos para os fãs ansiosos?
– Huck, destrói!

Bom, parece que o Huck não está muito disposto a falar, mas vamos tentar outro. Ah sim!
– Capitão América, que honra encontrá-lo aqui! Você que é símbolo dos grandes heróis, tem algo a nos declarar nessa incrível convenção?
– Tenho sim! Antes eu tinha fãs, tinhas revistas, garotinhos usavam minha camiseta. Mas, depois que veio esse tal de Bush, todos passaram a detestar a América, sou motivo de chacota e… snif.

Enquanto a enfermeira oferece um copo de água para o América, vamos em busca de mais um Herói. Olha ali se não é o Flash! Oi, pode nos dar um… nossa ele já foi! Que velocidade! Ah, mas não tem problema, vamos ali!
– Demolidor o Homem sem Medo! Você que é o Herói Justiceiro, que não teme nada, tem algum medo secreto escondido na manga?
– O único medo que eu tenho é que façam uma continuação da adaptação da minha fabulosa história para o cinema. Eu nunca vi uma atuação tão apavorante como a do Ben Afleck! Sinto calafrios só de pensar nisso. E agora me dá licença que vou ali oferecer um drink para a Elektra.

Um pouco ranzinza esse cara.. opa, ta ao vivo né? (caham). E agora vamos ali falar com… opa! Quem deixou essa teia aqui no caminho do microfone?
– Fui eu! O Homem Aranha!
– Ora, ora! Vejam só se não é o Herói Aracnídeo! O que conta de novo Aranha?
– Ah, nada de novo querida repórter o de sempre! Salvando Nova Iorque dos meus inimigos, tentando tirar uma casquinha da Mary Jane, jogando pôquer com o Duende Verde e..
– Duende Verde? Ué, mas vocês não são arquiinimigos?
– Pois é, mas, é que eu to ficando velho, to ficando acabado, minhas teias não grudam mais, e eu preciso me alegrar. Afinal nada como um bom jogo de pôquer para fazer isso não é?!
– Ah sim, imagino, bom vou ali entrevistar o…
– Calma ai princesa, não quer dar uma volta na minha teia? Volta aqui!

Eu hein, cada herói doido! Ah, olha ali cercados por fãs ensandecidos: Batman e Robin!
– Dupla dinâmica! Uma palavrinha aqui para nossa reportagem?
– Ai mona, não vê que eu e o garoto prodígio estamos muito ocupados aqui?
– É baranga! Vasa, vasa, vasa para não desbotar minha base com essa sua feiúra!
– Er, mas nossos fãs estão ao vivo esperando uma palavrinha de vocês, ídolos e heróis de gerações!
– Ai fofa! Não cansa nossa beleza, sim?! Eu e Robin estamos nos preparando para uma viagem às ilhas gregas
– Sim. Vamos estudar a fun-do a mitologia grega! Ui, um luxo!

É queridos, parece que não estamos tendo muita sorte hoje. Mas, vamos continuar tentando, de repente ali na área dos heróis mutantes.
– A quem você está chamando de mutante mocinha?
– Ah! Wolverine! Puxa você me assustou!
– Ta, tudo bem, mas que papo de mutante é esse?
– Calma, amigo, calma! Recolha suas garras de Adamantium! Foi força de expressão, estava me referindo aos maravilhosos X-men.
– Que bom, não gostaria de me irritar com você, afinal você me lembra a Jean.
– Ah, que honra! Mas diga-nos Wolve! Quais as novidades para o próximo ano? Algum grande projeto “X”, algum novo… filme?
– Bom, não quero me gabar, mas há uma grande possibilidade do meu filme sair no próximo ano, e modéstia a parte ele está muito melhor que a trilogia X-men.
– Ah não diga! Que emocionante. Opa, peraí aquela não é a Mística?
(Flim)
– Droga! Perdemos mais uma câmera! Ela a fatiou feito queijo minas!

Mas, acalmem-se, estamos nos aproximando do fim da convenção, e não vamos daqui sem uma entrevista com ele, o homem, o mito, o herói! Super Homem!!!
– Cá estou!
– Ai! Vocês super-heróis podiam parar de me assustar, não? Soar um aviso sonoro antes de pousar na minha frente seria uma boa!
– Desculpe Louis, é a força do hábito.
– Meu nome não é Louis… bom isso não importa! Super – posso te chamar de Super? -nossos leitores, seus fãs, estão sedentos por suas palavras, o que tem a nos dizer?
– Comam seus legumes, façam seu dever de casa, escovem os dentes e não usem cueca por cima da calça… É muito chato.
– Como?
– Sabe como é Louis..
– Meu nome não é Louis.
– Ah sim. Pois bem, Louis! Essa coisa de usar cueca por cima da calça é algo que incomoda e pinica…
– Er… Super, nós temos crianças vendo…
-… e não fornece uma aerodinâmica adequada ao voar. Além de tudo, não combina nem um pouco com minha musculatura. Eu tenho praticado bastante academia sabe Louis?
– Eu já disse que meu nome não é Louis!
– Bom você sempre foi teimosa. Boa noite Louis! Para o alto e avante.

Ficamos por aqui queridos leitores, quem sabe na Super Convenção de Super Heróis do ano que vem temos mais sorte com os entrevistados. Obrigado pela paciência!
– Good Night Louis!
– Ah…, alguém tira esse cara daqui!

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Texto originalmente publicado para a promoção de fim de ano do site Garotas que Dizem Ni.

E lá vamos nós

Assim como fim de ano é tudo igual (como explicado no texto abaixo) começo de ano idem. Depois de pular sete ondas, comer sete uvas Itália e lentilha, jogar água de cheiro e rosas no oceano para Iemanjá, soltar fogos, e todo o tipo de ritual de começo de ano o que vem na seqüência são as listas de coisas a serem feitas no ano que começa. E depois de tanto conviver com essa raça de seres muito diferentes mais conhecida como seres humanos capitalistas é possível listar algumas que são sempre prometidas e quiçá, com muita sorte, serão cumpridas no decorrer do ano que chegou. E começam sempre assim: Esse ano…

1 – … vou perder peso.
Com peso na consciência por ter se empanzinado de tudo quanto foi coisa durante as festas de fim de ano, a pessoa, com peso na consciência, promete que começa a academia no dia dois de janeiro para perder os quilos extras adquiridos na ultima semana, ou nos últimos anos. O dia dois amanhece chuvoso e frio a pessoa adia para o dia três, quatro ou cinco e quando se dá conta chegou de novo o fim de ano e as gordurinhas estão pulando para fora da calça.

2 – … vou arrumar um novo amor.
Começar o ano sem uma pessoa para dar aquele beijo carinho de Feliz Ano Novo pode ser bem triste para algumas pessoas, e com o intuito de não repetir a dose daqui a 365 dias, a pessoa promete investir em si. Porém, muitas vezes o ano passa e a pessoa deixa escorregar por entre os dedos aquela chance de ouro porque o cara tinha uma barriguinha a mais ou a menina tinha bunda de menos e acaba se envolvendo com algum rato de academia ou siliconada cuja falta de cérebro fará com que desista da relação antes dos fogos de artifício serem lançados aos céus no próximo ano.

3- … vou mudar de emprego.
Cansado dos mandos e desmandos de um chefe despreparado o cidadão põe como meta procurar um novo emprego. Porém o medo do mercado de trabalho agressivo, a necessidade de sustentar a mulher e os filhos, e acima de tudo o pavor de conhecer coisas novas faz com que permaneça mais alguns anos na mesma situação, até que a vida resolva dar uma guinada de 360 graus e fazê-lo acordar para o novo.

4- … vou aprender a dirigir.
A pessoa só pode locomover-se pela cidade de ônibus, metrô, trem ou carona, pois simplesmente tem pavor de pegar em um volante. Prometeu que desse ano não passa o inicio das aulas de direção. O ano começa a passar e quando se dá por conta está lá novamente pedindo carona para ir para casa depois da virada de ano.

5- … vou entrar na faculdade.
Depois de muito ser cobrada pela família, pelo patrão e pela cara – metade a pessoa toma vergonha na cara e parte em busca de mais conhecimento entrando em uma faculdade. Depois de alguns meses descobre que tudo o que ele achava sobre a faculdade não era bem aquilo, e que as vezes a porta do bar mais próximo parece mais atraente que as aulas. Descobre novas pessoas novas formas de pensar e se esquece as vezes do fundamental. À vezes só se dará conta de que devia ter aproveitado mais quando ficar de exame nas provas finais e terá de desistir da faculdade, pois não tem dinheiro o suficiente para bancar o aumento.

Tudo o que eu disse aqui em cima pode acontecer. Ou não. Depende da sua força de vontade, e eu como você também tracei minhas metas para esse novo ano, e espero de coração alcança-las. Um bom ano repleto de realizações para você leitor do Idéias em Fuga..