Eita Ferro!

De uns anos para cá eu andava muito, mas muito “cabrera”  (como diria mainha) com relação aos filmes de heróis.

 

Hulk, além de parecer um grande boneco plástico da Michelin verde e nervosinho teve cenas que me deixaram com aquela cara de “hã” no cinema, como quando ele tem a luta final com o pai dele dentro de um lago e depois vai parar (sabe Deus como) na floresta amazônica.

 

X-Men apesar de ser uma das minhas adaptações favoritas pecou ao não saber aproveitar os personagens (como a Fênix Negra, o Arcanjo e o próprio Colossus), e por ser baseado no universo ultimate quando todos são “jovens e felizes”.

 

Homem Aranha, apesar de ser bastante fiel à história do herói aracnídeo em alguns momentos me irritou profundamente com aquela coisa meio “emo” do terceiro filme e com aquela coisa total “água-com-açúcar” da Mary Jane.

 

E foi com o pé meio atrás que  junto do namorido e alguns amigos fui assistir a adaptação para a telona de Iroman – O Homem de Ferro e a saga de Tom Stark, e preciso dizer que foi uma agradabilíssima surpresa.

 

O filme chega à beira da perfeição por diversos fatores, entre eles o fato da Marvel ter finalmente decidido meter o dedo (no bom sentido) e participar da produção do filme, e de escolherem Robert Downey Júnior para protagonizar nosso herói metálico, afinal cá entre nós Robert e Iroman têm uma “leve” queda por um “goró”.  E fora esse lado meio etílico da personalidade do herói ambos os dois são dotados de uma alta dose de fanfarronice.

 

Ademais, o filme traz toda a essência da história do Tony Stark atualizada ao nosso tempo, e sem perder o que o herói tem, de mais importante e sem transformá-lo em um Emo chato (desculpem Emos e fãs de Homem Aranha, mas para tudo nessa vida tem limites).

 

Não vou entrar em detalhes para não estragar quem ainda não viu, mas se você não viu sendo ou não fã do Homem de Ferro, corre para o cinema e aproveita que vale cada centavo gasto com o ingresso, pipoca e refrigerante.

 

 

Ironman 

 

E como diria o Dener: eu quero ser o Tony Stark.

 

 

 

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Titanic e eu

Então, faz mais ou menos uns 10 dias que a Ana do Coisas Bobas e Sem Noção, me convidou para participar de um Meme sobre o Titanic.

Como boa amiga (virtual) da Ana não poderia deixar de participar, mas como diria o Dener, depois agüentem as conseqüências, oras!

Em 1998 eu estava com 18 anos, e minha vida era trabalho e rock´n´roll, além claro de skate, bike e academia. Na verdade eu era um pouquinho viciada em adrenalina.

Meu pai era amigo de uma mulher que trabalhava na rede de cinemas Cinemark e ganhou uma porção de convites para ir ao cinema do Shopping Tatuapé que até então contava com pouco mais de alguns meses de inaugurado então era novidade. Só que os convites eram exclusivos para assistir Titanic. Eu não era lá muito fã do Leonardo di Caprio(sempre achei que ele tinha um rosto meio afeminado) e meus amigos de skate/ academia/ bike muito menos, mas lá fomos nós, já que tem aquele dito popular que diz que “de graça injeção na testa”. Chegando lá, aquela coisa básica de cinema: uma pequena fila (pelo fato do Shopping ainda nãos ser muito conhecido aqui em São Paulo), acompanhado de sacos de pipoca tamanho EXG, baldes de refrigerante e muita bala Hall´s para os que não iam aproveitar o filme.

Eis que foram aproximadamente duas horas de filme água-com-açucar, Leonardo di Caprio berrando que era o rei do mundo, mocinha aprendendo como é bom farrear sem pompa nem circunstância, quando o filme começa a ficar bom. Sendo meio sádica como sou lógico que a parte que mais gostei do filme é a que o navio começar a afundar (apesar de ser triste que aquilo tenha acontecido na vida real mesmo) e na hora que o Leonardo morreu congelado e afundou meus amigos (tão sádicos quanto eu) começaram a fazer uma ola no cinema! Imagina se fomos xingados/ vaiados/ excomungados? E foi isso que fez o Titanic ser um filme inesquecível para mim.

Afunda! Afunda!

Momento Alta Fidelidade (Filmes)

Dando prosseguimento aos meus momentos de Alta Fidelidade iniciados aqui, seguem os dez filmes que fizeram minha vida ou me fizeram ver o mundo com outros olhos:

10-…. e o Vento Levou
Quando vi esse filme pela primeira vez não devia ter mais de 10 anos e até hoje fico impressionada de não ter dormido durante a saga da senhorita Scarlett, enquanto sofria ao ser esmagada por espartilhos de barbatana de baleia ou arrancava rabanetes da terra seca (…”eu nunca mais passarei fome”…), pois o longa (realmente longa) metragem conta mais de três horas de filme sobre guerra civil, escravidão e outras coisas sobre os primórdios americanos. Mas, o que me marcou nesse filme realmente foi a beleza de interpretação dos atores. Podem falar o que quiserem do filme, mas não de ser mal – interpretado.

9- Black Hock is Down ( a.k.a. Falcão Negro em Perigo)
Esse filme é mais novo (meados de 2001/2) Conta como, em 1993, durante uma missão do exercito americano, os soldados se deram mal (muito mal mesmo) ao tentar intervir numa guerra civil na Somália e são literalmente degolados pelos er… nativos. Baseada em fatos reais é um dos primeiros filmes do Orlando Bloom interpretando soldado raso (e morto…).

8- O Grito
Do original The Rage (agora alguém me explica o que tem a ver a Raiva com o Grito?), essa re-filmagem do thriller japonês é tão aterrorizante quanto. Passei duas semanas sem descer escadas sozinha, com medo de entrar embaixo do edredon e/ou lavar o cabelo com medo que a japonesa horrorosa aparecesse na minha frente e começasse a fazer “Arrrrrrrrrrhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh” na minha frente., ou de subir elevadores e ver o menino do filme em todos os andares. Para que assustar as pessoas desse jeito?!

7- O Chamado
Pelamordosmeusfilhinhos o que é aquela Samara Morgan minha gente?! Tudo bem, a Sadaku da versão original do filme é muito mais aterrorizante, mas aquela menina saindo da TV ou do poço não é para qualquer mortal não. Quase me mijei de medo. Juro! Ponto para o ex – namorido que me acompanhou na primeira vez que vi o filme e me dava sustos a cada cena apavorante, que ele já conhecia do filme. Droga!

6- Jogos Mortais
Ainda no quesito terror com muito sangue/ coisas nojentas/ sustos desnecessários/ opressão psicologia por mais que falem mal desse filme para mim, ele continua sendo um dos melhores no quesito. Tem um final surpreendente e teve duas seqüências (que ainda não consegui ver). Não recomendado para estômagos fracos.

5- Gremlins (2)
Lembro muito remotamente do primeiro filme da série que tratava de Gizmo, um bichinho de bom coração que ao entrar em contato com a água criava réplicas de si mesmo, só que essas réplicas eram a própria expressão do mal e quando se alimentavam transformavam-se em bichos verdes e medonhos. A diferença é que no segundo filme, a nova geração vem numa versão melhorada, que ao invadir um laboratório e consumir as substâncias em teste adquirem novas personalidades como criar asas, adquirir o gênero feminino (não me perguntem porque mas todos são do sexo masculino) ou adquirir voz de tenor. Hilário e perfeito para uma sessão pipoca.

4- Uma Babá Quase Perfeita
Conta a saga de um casal separado, um pai louco pelos filhos, mas tão louco que se disfarça de mulher para tomar conta deles e ainda de quebra ganha um emprego novo como apresentador(a) de TV. Marcou minha vida pelos conflitos sobre separação de casais e sofrimentos dos filhos que mostra.

3- Superman
Ver o Homem de Aço cruzando os céus, salvando o mundo ostentando no peito aquela coisa de “pelos valores morais, pelo bem e pela verdade” sempre me emocionou sinceramente, desde que eu era pequena e vi o filme pela primeira vez. Acho que Superman é um dos poucos filmes que me faz chorar todas as vezes que assisto.

2- Trilogia “Lord of the Rings”
Uma trilogia impactante na minha vida, não apenas pela beleza da atuação dos atores e atrizes, mas principalmente porque já era apaixonada por LORT (Lord of The Rings para os íntimos) quando ainda era apenas um livro e um RPG (Real Playing Game). Perfeito para quem é amante de elfos, anões, hobbits, batalhas de tirar o fôlego, magos e tudo o que envolve esse mundo imaginativo.

1- Ferris Bueller Day Off (a.k.a. Curtindo a Vida Adoidado)
Duvido que alguém que já tenha assistido à esse clássico dos anos 80 tenha ficado imune ao ritmo de Ferris! Da minha infância os dois maiores sonhos que cultivo sem dúvida são o de empurrar uma Ferrari contra uma vidraça (como fez o Cameron), tirar um dia de folga do mundo e não se pego por isso, e dançar Twist and Shout no meio de uma parada de rua. Ferris Bueller Rules!

Agradecimentos ao site Adoro Cinema.Com, meu guia favorito de filmes de onde retirei todas as referências linkadas no texto

Curtir um filme comigo, às vezes, pode ser assim…….ou não