[Reflexões sem pé nem cabeça]

Eu sou um bicho urbano. Nasci e cresci em São Paulo e eventualmente morei em outras cidades, não tão urbanas, mas nada rurais.

Eis que hoje no jardim do prédio, bem de frente para a janela um grilo cantava loucamente sem motivo nenhum. E me bateu uma nostalgia, uma saudade danada de uma casa no campo, com verde até onde a vista alcança, sem essa correria toda, sem esse stress do dinheiro acabar antes do mês chegar ao fim.
Tem explicação se sentir assim?

Não tem não né?

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Anansi Boys

Charlie Nancy – ou Fat Charlie para os íntimos- é um cara comum, com um emprego comum, com um noivado comum e até uma sogra comum.

Quando ele e sua noiva resolvem convidar o Sr. Nancy – pai de Charlie e de quem guarda muitos ressentimentos- para a festa de casamento acaba descobrindo que seu pai faleceu e tem de atravessar o Atlântico até a ensolarada Flórida para o enterro.

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Post Denúncia – Executive Prime SP

Ontem fui convidada a ir a uma acessoria de Recursos Humanos localizada no bairro da Saúde chamada Executive Prime.

Como já utilizei antes os serviços desse tipo de empresa, como a  Page Personnel, fui desprenteciosamente saber do que se tratava.

A Prime Executive nada é nada mais é que uma dessas empresinhas sem vergonhas que chamam o candidato, falam sobre o (ótimo) currículo e depois oferecem um contrato de 6 meses que garante a recolocação do funcionário.

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Post tardio sobre o dia Internacional da Mulher

Entra ano sai ano dia 8 de Março é comemorado como o dia Internacional da Mulher, e aí é um tal de distribuição de rosas murchas, chocolates, e coisas-que-tais.

Só queria deixar registrado que, como eu disse para o namorido ontem, mais importante que nos desejar parabéns por esse dia é continuar lutando todos os dias pela igualdade de respeito entre homens e mulheres (aliás, entre todos os seres humanos né?) e para que cada vez mais seja denunciada a violência (tanto física quanto moral) que milhares de nós sofrem todos os dias!

Para isso basta lembrar que:

– Semana passada o caso que teve mais repercusão na mídia brasileira, foi o do padrasto (monstro!) que violentou e engravidou a enteada de 9 anos e confessou que também violentava a de 14 anos (que – detalhe – é deficiente mental). Sendo que eu desconfio que a mãe das meninas até sabia e não fazia nada por medo! Medo de apanhar, ser violentada!

– Milhares de meninas com menos de 15 anos continuam engravidando sem ter nenhum preparo psicologico/ financeiro. E na maioria dos casos tem de tocar em frente não só sua vida, como a do filho já que os digníssimos pais são meninos com preparo menor ainda.

– Que no ano de 2009, em pleno século 21, 98 anos depois que as 146 trabalhadoras morreram queimadas dentro do prédio em que trabalhavam,e que são homenageadas hoje em dia – se é que que alguém lembra do porquê dessa data – milhares de mulheres ainda recebem salários menores e são vítimas de preconceito no ambiente de trabalho por serem do sexo feminino, quando desempenham as mesmas atividades que seus colegas do sexo masculino.

– Que ainda hoje por convicções religiosas muitas mulheres ainda sejam obrigadas a casar com homens que não conheçem, não amam e que as tratarão como empregadas domésticas até o fim dos tempos.

Longe de ser feminista, ou participar de algum movimento feminista, eu sou feminina, sou mulher e acho que todos nós – homens e mulheres – temos o dever de lutar também para o fim desse tipo de abuso. E quando isso acontecer, não será preciso um “Dia Internacional da Mulher” porque todos os dias serão – e para mim já são – esse dia.

Needing get you English stronger?

Ou, precisando deixar seu Inglês mais fortinho?

Todo mundo ta careca de saber que com a tal da “globalização” e aumento da concorrência e outros termos genéricos do mundo competitivo, saber um segundo idioma virou prioridade zero.

Mas, falar inglês não é importante apenas por conta desse lado negativo do capitalismo selvagem. Nós podemos usá-lo muito bem para pesquisar sobre filmes, livros, viagens, países, maquiagem – viciada – e um mundo de oportunidades que o Inglês abre a porta.

Mas, se você querido Leitor/a ainda está ali no tal do nível básico-para-intermediário seguem aqui dicas de livrinhos muito bacanas, com linguagem simples e que eu tirei do armário esses dias, na maior e absoluta falta do que ler, e também para deixar meu Inglês um pouquinho menos desmemoriado.

1) The Franchise Affair – Josephine Tey

A Josephine não chegou a ficar tão famosa quando a Agatha Christie no quesito livros de mistério, mas seus contos são bem escritos e tem o melhor estilo de: “será que foi ela ou não?”

Em “The Francaise Affair” ela nos conta a história de mãe e filha que são acusadas de manter em cativeiro forçado uma doce menina de 15 anos. Mas, será que elas são assim tão más?

2) King´s Ram$om – Ed McBain

Doug King é um típico homem de negócios, que adora seu trabalho, cobre a mulher de ouro (in-xa-lah, diriam naquela novela O Clone), e assim como na vida real, tem sempre algum sem vergonha querendo a grana do bom moço. Aí que seqüestram o filho do cara e ligam para pedir o resgate. Só que, o filho de Doug está em casa … e quem foi raptado foi o filho do motorista. E agora? Quem poderá nos ajudar? (Ops, frase em contexto errado).

3) Claws – John Landon

Larry, um jovem cozinheiro e que adora esclara montanhas se candidata para o emprego perfeito: ser cozinheiro de uma expedição que vai às montanhas do Afeganistão atrás de do Toruk, que é uma espécie de primo pobre do Pé Grande (vejam vocês, esse livro é de 1979 e Cabul já estava em voga). Só que muitos que foram antes atrás do Toruk desapareceram sem deixar pistas. Será essa a última viagem do cozinheiro?

4) Skyjack – Tim Vicary

O que você faria se fosse primeira ministra de um país pequeno e tivesse em seu aeroporto um avião cheio de passageiros americanos, ingleses, tomados por seqüestradores ameaçando matá-los caso suas exigências não sejam aceitas?
E o que você faria se seu esposo estivesse a bordo do vôo e os seqüestradores ameaçassem matá-lo antes de todos os outros passageiros se as exigências não forem cumpridas em meia hora?

5) Hijack and other short stories

Um homem que vende uma porção do amor a US$ 1 e uma porção que ele chama de “Limpa Vidas” a US$ 5,000 . Um seqüestro de um avião em que o piloto está estranhamente controlado. Um homem que desenha a foto de seu assassino antes de conhecê-lo.
Essas e outras pequenas e intrigantes histórias fazem parte desse livrinho simpático e super fácil de ler.

Home, Sweet Home

Lar:  do Lat.  lare, fogão, lareira.
s. m.,  a parte da cozinha onde se acende o fogo; lareira; face inferior do pão;

fig., casa de habitação; pátria; família.

 
Passei as últimas semanas lendo Sob o Sol da Toscana, de Frances Mayes, por indicação da Flávia Pegorin nesse texto.

 

O livro trata de diversos temas como a mudança de vida, a culinária italiana, uma reforma que parece não ter fim, receitas maravilhosas (sim, receitas de almoço e jantar para o verão e o inverno), e em um dado momento do livro a autora se refere à sua casa na Toscana como Lar, assim mesmo com L maiúsculo. E essa definição de lar, me remete a lembranças de infância, como o sofá da casa em que morávamos – minha família e eu – e que ficava encostado à janela. E nas tardes de sábado, após minha mãe lavar meu cabelo e pentear, me colocava lá para me aquecer com o sol que batia e assistir desenho animado. Me lembra também a sensação de conforto da casa da minha avó, quando eu me sentava na varanda e fazia crochê por horas a fio.

A palavra lar, como a própria definição, me sugere família, conforto, carinho e segurança. E você pode ter um lar mesmo morando sozinho com seus gatos, ou com seus quatro amigos da época da faculdade.

 

E, ao mesmo tempo é impressionante como mesmo quando morando com sua própria família, você pode se sentir “um estranho no ninho”, sem a menor familiaridade com as pessoas que tem o mesmo sangue que você.

 

E um dos meus passatempos favoritos desde que comecei a ler Sob o Sol da Toscana, é exatamente mentalizar e desenhar como eu gostaria que fosse meu Lar: com uma cozinha grande – eu também adoro cozinhar – um quintal espaçoso para criar cães e gatos, um jardim florido e uma horta de ervas aromáticas fresquinhas, uma varanda com cadeira de balanço, e a sensação de acolhida e carinho que apenas um lar pode te propiciar.

Plágio é droga, tô fora!

Segundo o dicionário da Lingua Portuguesa o Plágio tem a seginte definição:

Plágio: s.m. cópia fraudulenta do trabalho de outrem que um autor apresenta como sua.

Ou seja, é copiar o trabalho de outra pessoa e dizer que foi você quem fez. É feio não é?

Na minha opinião eu não vejo nada de errado em se divulgar algo em seu blog de outra pessoas desde que se coloque a fonte ou autor. Mas, quando se assume a autoria do blog quando não é seu, é feio, triste e revoltante. Creio que é preferível deixar o blog parado quando não se tem idéias – como tenho feito nos último tempos – que sair plagiando textos dos outros. É mais justo e digno.

Hoje fuçando o Techorati a ver a quantas andava a “popularidade” do Idéias em Fuga descobrir uma duplicidade de títulos.

Então acessando a duplicidade cheguei ao site do Sr. Jefferson, um carioca que andou plagiando descaradamente alguns dos textos do Idéias em Fuga. E além de plagiar mal teve a capacidade de trocar o “sexo” da pessoa que fala o texto como no trecho abaixo em que o danadinho plagiou meu texto Dragões?!

“Desde que eu me conheço por gente capaz de ler por horas a fio sem perder o interesse pelo assunto, uma das coisas que sempre mais me chamou a atenção são as lendas e histórias mitológicas.Eu acho que meus pais até pensavam que tinha um filho problemática tamanho o entusiasmo. Sério mesmo!”

Então estou abertamente declarando minha revolta ao Blog do Sr. Jefferson Renegado da Noite que atende pelo site http://renegadodanoite.blogspot.com/

E espero que o Sr. Jefferson leia esse site e tenha a dignidade apagar os textos que são de minha autoria.