Você gosta de Ska?!

Eu A-DO-RO e sou fã de SKA e sinto falta do programa SKABADABADOO que passava nos anos 90.

Graças aos dias de hoje com MP3, downlonds e aquela coisa toda a gente consegue ouvir nossas músicas favoritas sem a necessidade de uma “rádio”, mas que faz muita falta faz.

E eis que dia desses, voltando para casa com o namorido escutamos uma sequência incrivel de ska no rádio e o nosso queixo caiu ao saber que na 107,3fm de Sampa (a.k.a Brasil 2000, uma das minhas rádios favoritas dos anos 90) tem um programa de sábado a noite totalmente dedicado ao ska, e leva o nome de Skataplá (alusão a música do Sapo Banjo imagino eu).

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Michael, eles ligam para você

Dizer que a morte de Michael Jackson foi um choque para o mundo inteiro é redundante não?

E ver que um monte de gente só lembrou agora que ele também era um serhumano atrás de todas as acusações de pedofilia, etc, etc, tambem.

Mas, acho que no fundo mesmo todo mundo gosta muito dele, afinal independente do estilo musical, ele é um ícone que sempre será lembrado em qualquer lugar onde houver uma mídia musical disponível.

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Sem Dúvida!

Trocadilho infâme para avisar que a querida Gwen Stephany caiu em sí, resolveu largar a carreira de cantora solo – que eu não curti, mesmo gostando muito dela – e que o No Doubt anunciou que está de volta! Yeah!

Para quem não lembra da banda, eles fizeram bastante sucesso na década de 90 com a balada \”Don´t Speack\”, mas o que sempre me chamou atenção na banda foi a fase Ska deles.

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Os Gritos do Kaiser Chiefs

Ultimamente, a correria do dia a dia, as turbulências da vida, as aulas de Espanhol (vale!) e mais um número incontáveis de desculpas esfarrapadas, andam colaborando para meu afastamento aqui.

Mas, graças à Fabi e ao Kaiser Chiefs o Idéias volta a dar o ar da graça trazendo o clipe novo deles: Never Miss a Beat, com o melhor que o Kaiser Chiefs tem para nos dar: um batida deliciosa que fica na sua cabeça, guitarras e reefs geniais e um clipe bem produzido sem ser um festim de glitter, luz e purpurina.


 

E para a alegria das 598 pessoas que como eu são integrantes da Comunidade do Orkut “Os Gritos do Kaiser Cheifs” (quem empresta o nome à essa postagem) a partir do dia 12 de Setembro começarão a ser vendidos os ingressos para o Festival Planeta Terra, por R$ 60. É a chance de ver esses ingleses talentosos de perto tocando essa Never Miss a Beat, Ruby, I Predict a Riot e muitas outras músicas para gritar junto.

Maiores informações aqui.

Idéis em Fuga – 100ª Postagem

E quem ganha o presentinho é você.

Ultimamente ando escutando muito Ritchie Valens (suspiro) e trouxe mais um videozinho para vocês.

É da música Donna e traz cenas do filme (tosco) La Bamba, mas vale a músiquinha.

Divirtam-se

Sobre música

Dia desses estava no ônibus quando entraram dois moços que sentaram no banco atrás do que eu estava sentada e começaram a conversar sobre música.

– Cara! Nem da para acreditar que finalmente eu vi o Motörhead ao vivo! To meio surdo até agora.

– É, pois é! Os caras mandam muito bem. Nem dá para acreditar que eles estão há mais de trinta anos na ativa.

– O show foi tão bom quanto o do Evanescence.

-…

– Que foi cara?

– Pô, você quer comparar uma das melhores bandas de heavy metal do mundo com uma bandinha gótica que tem o que? Quatro, ou cinco anos de existência no máximo.

– Olha o preconceito! Isso dá cadeia. Só porque a banda é comandada por uma garota, alias, que gracinha de garota.

– Tá. Tenho que concordar que a Amy Lee é bonita, é gostosa, tem os olhos mais bonitos que eu já vi no mundo inteiro, tem um cabelo perfeito e a pele linda, mas musicalmente falando ela é fraca. Muito fraca!

– Você não manja nada de mulheres no mundo musical mesmo. Quando eu fui ver o show da Sandy & Júnior com minha namo…

– Você o que?!

– Acabei de falar! Fui ao show da Sandy & Júnior com minha namorada. E a mina manda muito bem.

– Cara to te estranhando! Nós fomos juntos ver Iron Maiden! Curtimos heavy metal juntos há mais de vinte anos! Que te ta rolando?

– Ah cara, você que é um bruto!

– Bruto?! Ta falando igual mulher agora também? “Qualé”?

– Assim você magoa meus sentimentos.

– Quer saber? Você não é digno dessa camiseta do Primal Scream. Tira ela e me dá aqui.

Eu sei que ouvir a conversa alheia é muito feio, e não foi a minha mãe que me ensinou isso, mas muitas vezes isso rende diálogos impagáveis, como esse.

Still smells like teen spirit

Sabe aqueles dias em que você senta na sua escrivaninha para um longo e cansativo dia de estudo e resolve pegar seus cd´s antigos – cheios de poeira – e colocar de plano de fundo musical para sua árdua tarefa?
Então hoje foi um dia desses em que resolvi esquecer meus “modernos” arquivos de mp3 e dar ouvidos àquilo que me fazia feliz lá pelos idos do início da década de 1990.

Era um dia de domingo muito ensolarado, lá pelos idos de 1991, creio eu. Eu estava escutando a falecida rádio rock de São Paulo, no meu também falecido primeiro walkman amarelo, no auge dos meus onze anos de idade, quando pela primeira vez escutei algo que amaria pelo resto da minha vida – pelo menos creio que amarei já que se passaram quase dezessete anos desde então e o som dessa banda ainda me arrepia e emociona.

Era algo diferente de tudo o que eu conhecia. Com onze anos já eram fã ardorosa de Beatles, Rolling Stones Ramones e toda sorte de “velharias” do rock. Porém, aquilo era contrário a tudo o que eu considerava rock de qualidade. Era sujo. Era barulhento. Era gritado. E eu adorei. Foi amor à primeira ouvida. Era Smells Like Teen Spirit da não tão conhecida banda de Seatlle Nirvana. Poucos meses depois, juntando minha curta mesada comprei o cd Nevermind – lembrem-se que no começo da década de noventa ainda nem existia o real, logo a mesada também desvalorizava muito rápido. Daí para frente minha vida mudou. Encontrei o grunge. E foi uma paixão louca e desenfreada. Comecei a comprar e colecionar tudo o que se relacionava a banda: revistas, recortes de jornais, fitas de vídeo com shows, fora claro minhas próprias fitas com os clipes que começaram a passar na TV. E quanto mais eu ouvia mais gostava, e quanto mais gostava mais começava a procurar por outros sons barulhentos e alegres. Nessa época eu aprofundei paralelamente meu gosto pelo punk.

Foi então que em 1994, um ano depois da maior desilusão da minha pré – adolescência – não ter ido ao show deles no Brasil porque tinha 13 anos e não podia entrar no show – que veio o primeiro baque da minha vida de fã (o segundo viria menos de um mês depois): no dia 5 de Abril, Kurt Cobain, líder da banda, foi encontrado em sua casa morto por uma bala na cabeça saída de sua própria arma. Por suas próprias mãos.
Hoje consigo pensar de forma mais madura sobre o ocorrido. Kurt era um cara deveras talentoso e inteligente. Mas a fama, as drogas, o casamento fracassado e a grana foram demais para ele que, em minha opinião, era uma daquelas pessoas que talvez nunca devesse ter saído do fim de mundo em que ele morava na infância para os holofotes da fama. Mas o destino não quis assim, ainda bem, pois senão hoje em dia não poderia me arrepiar ao ouvir a versão do Nirvana para The Man Who Sold The World – do David Bowie. Essa música me fez chorar na adolescência pois o álbum ao qual pertence – Unplugged in New York – foi o primeiro álbum póstumo da banda, já que Kurt morreu poucos meses depois de tê-lo gravado. Mas, o sentimento que ele impôs nessa música mostra que além de ser um cara doido e drogado, ele possuía um talento e sensibilidades que dificilmente encontrei em outros vocalistas. Como diria um amigo da faculdade: “A música não é mais a mesma, e não nascerá outro Kurt para abalar isso”.

Depois dos vinte anos comecei a escutar cada vez menos, porque me irritava ver toda uma nova onda de fãs do Nirvana que mal sabiam escrever o próprio nome quando o Kurt morreu andando por aí, sentindo-se os detentores do direito de ser fãs da banda. Mas, a gente cresce e aprende fazer como o Kurt e mandar a pirralhada à merda – com o perdão da boca suja.

Hoje escutar todos os álbuns do Nirvana – sim, eu tenho todos originais, nada em mp3- me faz feliz e me faz pular e cantar junto igual quando eu não tinha mais do que um metro e meio e muitas espinhas no rosto.

“Oh no, not me. We never lost control. You’re face to face with The Man Who Sold The World”